sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

OSB: Uma Noite em Viena

Cidade da Valsa foi inspiração para Concerto de encerramento da Temporada 2018 da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Foto: Cris Lagoas.


 Ana Cavalieri 
@anagcavieri

Em um verdadeiro baile em Viena. Foi assim que me senti no último dia 26, numa apresentação indescritível da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), sob a regência do Maestro Lee Mills.
Indiscutivelmente, a forma como Lee toma o palco e se comunica com os musicistas e, ao mesmo tempo, interage com a plateia é como a leveza das Valsas de Johann Strauss Jr. Sua sintonia e leveza faz com que a plateia se sinta nos grandes salões de Viena. Toda a sua forma carismática de conduzir o Concerto torna-o um espetáculo imperdível. Tive vontade de eternizar aquele momento como sendo único.
A entrada dos bailarinos do “Palco 42 - Dança e Arte” tornou o Concerto ainda mais real nos Salões Vienenses.
A entrega dos músicos é perceptível e todo o público se contagiou pela emoção transmitida por eles.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

O Chamado

Seu coração acelera agora por mim,
Por me amar,
Por me desejar,
Por me querer para sempre na sua vida.
Nossas vidas têm urgência de serem felizes.
Através do seu primeiro passo,
Você me chamou através do seu coração.
Em seguida, eu dei o próximo passo.
Rompendo montanhas,
Rompendo barreiras,
Rompendo tudo que eu encontrei pela minha frente.
E chegando até você,
Atravessei barreiras até então intransponíveis,
Mas atravessei.
Cheguei até o seu coração.
Nós nos encontramos.
Nos amamos.
Nos conectamos.
Nos sintonizamos.
Nos interligamos por todo o sempre em nossas vidas,
Compartilhando com você todo o segredo do amor.
Nossos corações estão em chamas de querer.
Nossos corpos estão totalmente interligados um ao outro para sempre.
Nossos olhos irradiando o olhar apaixonado
E o verdadeiro sentido do que é o amor de verdade e único.
É intenso.
É indescritível.
É forte.
É único.
A forma de amar intensa
Que nos toma nos braços
Da sinfonia do fogo existente
Arrebatadoramente dentro de nós.

Ana Cavalieri 

Imagem: Pinterest.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Então é Natal...

Eis que chegou o Natal! É um dia mágico! Um misto de nostalgia e alegria. O primeiro talvez seja produto da saudade de antigos natais, mas o segundo é resultado do encontro, da reunião, dos abraços e desejos de felicidade, amor e paz, afinal estamos comemorando o aniversário do Ser mais incrível que habitou a Terra: Jesus Cristo.

Imagem: Pinterest.
Dia desses, nos perguntávamos como teria surgido a comemoração do Natal. Descobrimos que foi somente no século IV que o dia 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial e que antes disso, o Natal era comemorado em diferentes datas, pois não se sabia com exatidão o dia do nascimento de Jesus. Na Roma antiga, 25 de dezembro marcava o início das celebrações em homenagem ao nascimento do deus sol - Natalis Solis Invictus - e muitos acreditam que haja uma relação entre esse fato e a oficialização da comemoração do Natal. Alguns escritores cristãos primitivos relacionaram o renascimento do "Sol Invicto" com o nascimento de Jesus: "Ó, quão maravilhosamente agiu Providência que naquele dia em que o Sol nasceu ... Cristo deveria nascer", escreveu Cipriano de Cartago; João Crisóstomo, arcebispo de Constantinopla, fez a mesma ligação - "Mas nosso Senhor, também, nasce no mês de dezembro... Os oito antes das calendas de janeiro [25 de dezembro]..., Mas eles chamam de 'Aniversário do Invicto'. Quem de fato é tão invencível como Nosso Senhor...? Ou, se eles dizem que é o aniversário do Sol, Ele é o Sol da Justiça". Logo, com a cristianização da festa do Sol, passou-se a celebrar o nascimento da luz verdadeira que ilumina o mundo: Jesus Cristo.
As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, tempo levado pelos Três Reis Magos para chegar a Belém e presentear o Menino Jesus com incenso, ouro e mirra.
Uma das mais populares tradições associadas à celebração do Natal é a árvore de Natal. Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, os levavam para suas casas e os enfeitavam de forma semelhante às nossas atuais árvores de Natal. Essa tradição foi passada aos povos Germânicos, que colocavam presentes para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin - o principal deus da mitologia nórdica.  No início do século XVIII, o monge beneditino Bonifácio de Mogúncia tentou acabar com essa crença pagã na Turíngia, onde era missionário, cortando com um machado um pinheiro sagrado venerado pelos locais no alto de um monte. Sem sucesso, decidiu associar o formato triangular da árvore à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia, então, a árvore de Natal. Outra versão para sua origem é a de que Martinho Lutero, em 1530, caminhava à noite pela floresta e ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve e das estrelas que brilhavam no céu. Lutero resolveu reproduzir a bela imagem em sua casa:
(...) colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.
Imagem: Google.

No Natal de 1223, São Francisco de Assis montou o primeiro presépio, na floresta de Greccio, comuna italiana na região do Lácio. Ele queria explicar às pessoas mais simples como havia sido o nascimento de Jesus Cristo e seu significado. Acima da manjedoura foi improvisado um altar, no qual foi celebrada a missa da meia noite. São Francisco cantou solenemente o Evangelho e fez um comovente sermão sobre o nascimento do Menino Jesus.
Outra das mais populares tradições natalinas é a figura do Papai Noel. O homem rechonchudo, alegre, de barba branca, trajando casaco e calças vermelhos com detalhes em branco, cinto e botas de couro preto foi inspirado em São Nicolau, arcebispo de Mira, na Turquia, no século IV, que costumava ajudar, anonimamente, quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando sacos com moedas de ouro na chaminé das casas.
Tradições à parte, não nos esqueçamos da verdadeira razão do Natal: celebrar o nascimento de Jesus. Celebremos o Senhor e tudo o que Ele representa! 
Um lindo e muito feliz Natal para você, sua família, seus amigos!
Até a próxima! :)

Fontes:
ALDAZABAL, José. A celebração na igreja 3 - ritmos e tempos da celebração. Edições Loyola: São Paulo, 2000. 545 p.

NATAL. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal. Acesso em 25 dezembro de 2014.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

A Sua Intensidade Transcende o Universo

Você é tão intenso que transcende o Universo.
O Universo nos proporciona um amor imensurável.
É tudo muito forte.
É lindo.
É a nossa alma falando e compondo o nosso amor.
As estrelas brilham por nós dois.
O Sol sorri todas as manhãs depois de nos amarmos intensamente durante toda a noite.
O céu quando amanhece,
Ele se abre com um lindo sorriso exposto em seu rosto,
Onde o sorriso são as estrelas a despertarem.
À noite, o céu se prepara para embalar-nos no amor
De forma única e especial em nossas vidas.
O Universo canta sorridentemente a cada encontro de alma.
O mar nos dá banhos diários de felicidade.
A brisa beija o meu rosto
Com o calor da tua boca.
A brisa beija o teu rosto
Com o beijo doce dos meus lábios
Depois de você ter beijado os meus lábios com o mel da sua boca
Embebido com o amor doce que você me tem.
A areia fina, da praia deserta
É o caminhar mais seguro que eu posso ter,
Pois você caminha junto à mim de mãos  dadas,
Onde eu posso caminhar com os meus olhos que veem através do teu olhar.
Eu não preciso me preocupar por onde eu caminho,
Eu sei que o meu caminhar é  seguro,
Pois você me leva na leveza da sua alma,
Todo o meu caminhar é seguro através das suas mãos
E você me leva no colo do seu amor, através  dos seus braços fortes.
Você  me leva para um lugar seguro
Onde eu vejo que ele é  o lugar mais seguro que você quer residir junto à mim.
Você  abre uma porta enorme,
Onde somente eu tenho acesso a entrar e permanecer lá por todo o sempre.
Você acaba de abrir a porta do seu imenso coração
Somente para mim!
Ele é  simplesmente incrível, lindo, indescritível.
E eu, a partir de então, passo a morar dentro dele eternamente.
E seu coração  é  tão intenso  e bate tão  forte,
Que eu pude entrar com o meu coração pulsando cada vez mais  por você,
Até você perceber que você mora no meu coração
Que está totalmente dentro de você.
Hoje eu vivo por você!
Hoje eu vivo por te amar!
Hoje eu vivo por te querer!

Ana Cavalieri 

Imagem: Pinterest.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Uma Noite em Harmonia com a OSB


Alegre, emocionante e lindo, tal como o Natal!


Cris Lagoas 
@acrislagoas


Nunca um Concerto de Natal tivera tanto significado para mim. Este foi o meu primeiro espetáculo da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), fora do YouTube. Acabou se tornando tipo um sonho realizado, sabe? Seja qual for o programa ou a quem quer que seja o tributo, os ingressos sempre esgotam tão rápido! Fato esse que me gerou uma grande expectativa, que foi magistralmente superada! Maestro, músicos... uma verdadeira “Noite em Harmonia”! E uma certeza: a de que uma coisa que nenhuma high definition jamais superará é a emoção de se ouvir uma Orquestra em uma sala de concertos.
Já nos primeiros acordes da Suite do balé “O Quebra Nozes”, que abriu o concerto, a emoção tomou conta do público, que aplaudiu de pé cada uma das canções executadas pela Orquestra.
Sob a regência de seu Maestro Residente, o norte-americano Lee Mills, a OSB apresentou o programa especial de Natal “Uma Noite em Harmonia” do qual, além da suite sinfônica do balé “O Quebra Nozes”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky, fez parte “Troika”, da suíte Tenente Kijé do também russo, Sergei Prokofiev, “O Danúbio Azul”, famosa valsa de Johann Strauss Jr, e “Um Festival de Natal”, de Leroy Anderson, que encerrou a noite em grande estilo com músicas como “Noite Feliz”, “Alegria ao Mundo”, “Jingle Bells” e outras populares canções natalinas.
Esbanjando simpatia e emprestando um adorável sotaque ao nosso carioquês, Lee Mills compartilhou com a plateia informações sobre as obras integrantes do programa. Contou, por exemplo, de forma resumida, a história de “O Quebra Nozes”: um boneco quebra-nozes leva uma menina chamada Clara a um mundo de sonhos e fantasias, onde ela conhece personagens como soldados, ratos, anjos, fadas, cossacos e tantos outros. Explicou que “Troika” representa um tradicional trenó russo e que a melodia e o ritmo da obra imitam o trote dos cavalos que o puxam. Convocou o público a cantar famosas canções de Natal. Pediu que acompanhássemos a Orquestra com palmas. Convidou-nos para os próximos concertos, dias 26 e 27, encerramento da Temporada 2018, “Uma Noite em Viena”, que apresentará valsas, polcas e marchas, um programa para celebrar o fim de ano.
É encantador ver a paixão e a energia com que o jovem Maestro rege seus talentosíssimos músicos. O resultado é o belíssimo espetáculo de uma Orquestra que se mostra capaz de cativar um público eclético, desde crianças, passando por pessoas pouco habituadas à música clássica, até ouvintes mais experientes.
Pelo que se vê, a Orquestra Sinfônica Brasileira, fundada em 1940 pelo maestro José Siqueira, tem cumprido muito bem sua missão de atrair novos públicos para a música sinfônica e incentivar novos talentos. A OSB soma mais de cinco mil concertos, ao longo de seus 78 anos de existência. Seus espetáculos acontecem na Cidade das Artes, na Sala Cecília Meireles e no Theatro Municipal, as três mais importantes salas dedicadas à música de concerto da cidade do Rio de Janeiro.
Em suma, foi uma noite única... Bravíssimo!




terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Navegando em Um Mar de Brinquedos

Walter Nomura, o Tinho, e sua nova exposição com curadoria 
de Marcus de Lontra Costa.

Entrada da exposição de Tinho, na Galeria
Movimento. Fotos: Cris Lagoas.

Ana Cavalieri
@anagcavalieri

O artista plástico Tinho homenageia a infância na sua nova exposição. Toda a sua obra é um aprofundamento das ideias contidas a obra “Mar de Brinquedos”. A tela compõe a série “Sete Mares”. Nas suas referências, o artista explora ideias oriundas da moda, decor, livros, shapes, filmes e obras de arte.
 Em suas obras apresenta pinturas a óleo, “Quem me navega é o Mar”, que tem como ponto principal a viagem pela subjetividade infantil. Tinho se identificou e escolheu o “Mar de Brinquedos” com o objetivo do desdobramento das suas sete telas, que são compostas pela formação do ser humano no ambiente metropolitano.
É através do lúdico que a criança experimenta coisas que observa do mundo real, o que se transforma no mundo imaginário da criança.
O imaginário infantil navega por diversos símbolos nas primeiras fases da idade. E o imaginário navega seguindo na companhia de um dos ícones da obra de Tinho, “O Boneco de Pano”. Ele apresenta esse boneco de pano de várias formas expostas na galeria. Com isso, Tinho convida o público à reflexão. Ele acredita que através da fantasia e dos mitos infantis, as pessoas consigam transformar suas realidades e possam lidar de melhor forma com suas questões internas.

Uma das obras em exposição.

 Portanto, o artista plástico nesta exposição convida o público a interagir com ele de forma lúdica, através da doação de brinquedos. Foi instalado no átrio do Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana, onde se localiza a Galeria Movimento , a arrecadação dos brinquedos doados que serão entregues ao Instituto da Criança  e distribuídos para as crianças carentes.
Sua exposição ficará em cartaz até o dia 05 de janeiro de 2019, na Galeria Movimento Arte Contemporânea - Avenida Atlântica 4.240, lojas 212 e 213.

O mar de brinquedos no átrio do Shopping Cassino Atlântico.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Dado Villa-Lobos no Deck do Village Mall

Músico e sua banda empolgaram o público com hits do Legião Urbana 

Foto: Divulgação/ VillageMall 
Cris Lagoas
@acrislagoas 

 O músico Dado Villa-Lobos e sua banda subiram ao palco do Festival da Lua Cheia, na última quinta-feira, dia 13, para apresentar canções de seu quarto álbum solo, “Exit”, além de relembrar clássicos do Legião Urbana, como “Tempo Perdido”, “Será?” e “Que País é Esse?”, que encerrou o pocket show.
Fundada em 1982, em Brasília, por Renato Russo e Marcelo Bonfá, a banda Legião Urbana também contou com Dado Villa-Lobos e Renato Rocha em sua formação clássica e foi uma das mais importantes bandas de rock do Brasil. Esteve na ativa até o ano de 1996, quando Renato Russo, seu vocalista e letrista, faleceu.
De acordo com o “Pró-música Brasil”, o Legião Urbana vendeu mais de 25 milhões de discos, em seus 14 anos de atividade. A banda foi e continua sendo uma das mais bem-sucedidas do país, já que poucas tiveram tanto alcance e tantos hits que reverberam desde a geração coca-cola à geração nutella. “Será?”, “Ainda é Cedo”, “Quase sem Querer”, “Monte Castelo”, “Angra dos Reis”, “Vento no Litoral”, “O Teatro dos Vampiros”, “Faroeste Caboclo”... Como não amar Legião?