quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

O Concerto de Natal da OSRJ

 Sob a regência do maestro Rafael Barros Castro, a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro apresentou obras do repertório clássico tradicional e belas canções de Natal nacionais e internacionais 

Foto: Ana Cavalieri.


Ana Cavalieri
@anagcavalieri


 Na tarde de sábado, dia 8,  a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro (OSRJ) realizou um belo Concerto de Natal, na Paróquia Santos Anjos, no Leblon, Zona Sul carioca.  No programa, uma seleção de obras do repertório clássico tradicional e canções de Natal como “White Christmas”, de Irvin Berlin,  que ganhou arranjos especiais do maestro  Rafael Barros Castro.  Dentre os clássicos apresentados estiveram “Valsa das Flores”, de Tchaikovsky, “Dança Húngara Nº 5”, de Brahms, e “O Danúbio Azul”, de J. Strauss.
 É emocionante ver a entrega com que Rafael e seus músicos realizam seu trabalho, proporcionando ao público um belíssimo espetáculo. 
 Três momentos do Concerto merecem destaque, tamanha a emoção despertaram nos presentes:  quando o maestro foi ao piano tocar duas canções; a execução da “Valsa das Flores”; e quando, a convite de Rafael,  a plateia cantou “Noite Feliz” , acompanhada pela Orquestra.
 Merecidamente, a OSRJ foi,  mais uma vez, aplaudida de pé. Bravíssimo!!!!!

Foto: Ana Cavalieri.

Próximos Concertos de Natal da Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro:
  • 15/12, às 19h30min - Sesc Teresópolis. Av. Delfim Moreira, 749 - Várzea, Teresópolis - RJ.
  • 16/12, às 16h - Sesc Tijuca (Teatro I). R. Barão de Mesquita, 539 - Rio de Janeiro - RJ.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Contos Partidos de Amor

Gênero: Musical Infanto-juvenil
Direção: Duda Maia
Dramaturgia: Eduardo Rios
Direção Musical: Ricco Viana
Elenco: Diego de Abreu, Isadora Medella, Luciana Balby e Tiago Herz.
Sinopse: “Quatro pessoinhas amorosas e ciumentas revelam ao público suas verdades sobre as relações humanas.” (Divulgação CCBB - RJ)

Foto: Rai Júnior/ Divulgação
Um musical sobre amor e ciúme para toda a família 


Cris Lagoas
@acrislagoas

No palco do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), quatro músicos-atores e uma ousada tarefa: apresentar o amor e o ciúme, com suas nuances, para um público bastante jovem. Para tanto, a premiada diretora Duda Maia foi buscar inspiração na obra de Machado de Assis. E Eduardo Rios acolheu a ideia.
Machado lovers hão de identificar “A História da Fita Azul”, “A Cartomante” (aquele conto sobre um triângulo amoroso), “To Be Or Not To Be” (sobre um irresistível pé elegante) e “O Verme” (que descreve o ciúme como “um verme asqueroso e feio” que “morde, sangra, rasga e mina, suga-lhe a vida e o alento”). Vê-se até Bentinho e Capitu, o icônico casal de Dom Casmurro. Um “pedacinho” daqui, outro dali e um texto muito bem construído, além de prova definitiva da atemporalidade machadiana. 
Nas poltronas do Teatro II, olhos e ouvidos atentos aos diálogos inteligentemente montados com metáforas, jogos de palavras e muito bom humor, às músicas, aos gestos, aos figurinos e à dança. Todos estes elementos, aliados à harmonia cênica dos atores, levam ao público, de forma leve e divertida, um tema  que, ainda que seja parte do dia a dia de crianças e adultos, resulta complexo.
O espetáculo dá continuidade à trilogia “Três Histórias de Amor para Crianças”, iniciada em 2016 com a premiada montagem de “A Gaiola”, adaptação do livro homônimo de Adriana Falcão.

Onde e quando assistir?

Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66. Sábados, às 16h e 19h. Domingos, às 16h. Até 16 de dezembro.
Classificação: a partir de 6 anos.
Duração: 60 minutos.
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia).
Vendas online: www.ingressorapido.com.br


sábado, 8 de dezembro de 2018

A Tour Mexicana de Daniel no NET Rio


Show reúne canções de DVD gravado ao vivo, no México, onde cantor foi recebido com entusiasmo pela plateia.
Foto: Cris Lagoas 
Ana Cavalieri
@anagcavalieri

Cris Lagoas
@acrislagoas

 Na terça-feira, dia 4, o ator-cantor Daniel Boaventura subiu ao palco do Theatro NET Rio, em Copacabana, para sua última apresentação do ano em solo carioca. 
 Aos primeiros acordes de “I’ve Got You Under My Skin”, os corações femininos pulsam, desencadeando gritos alucinados de “lindo!”, “gostoso!”. Daniel se sente à vontade e interage  naturalmente com o público. Conversa, brinca e pede aos presentes que sugiram canções. O resultado disso foram músicas que estavam fora de sua setlist, como “Hello Detroit”.
 Um dos momentos mais marcantes foi o dueto improvisado com a plateia de “The Girl From Ipanema”, música que originalmente gravou com Daniel Jobim, neto de Tom.
 O ponto alto e momento mais esperado do show foi o que aconteceu ao convite de Daniel, “está aberta a pista de dança!”: o teatro logo se transformou numa discoteca. Todos dançavam e cantavam freneticamente canções como “Celebration”, “A Little Respect”, “I Will Survive”, “Can’t Take My Eyes Off Of You”, entre outras.
 Sob aplausos e pedidos de bis, o carismático Daniel Boaventura cantou “New York, New York” com o público fazendo coro.
 O show “Tour Ao Vivo no México”  apresenta um Daniel em sua melhor versão.  Sua voz potente se harmoniza de forma perfeita com a de sua vocalista, Bianca Alencar, e com o som produzido pelos talentosos músicos que o acompanham nesta turnê - Alex Rocha (baixo), Cláudio Infante (bateria) e Bruno Alves (teclado).
 O cantor é garantia de casa lotada e seu sucesso ultrapassou fronteiras, chegando à Rússia. A convite   da Moscow City Symphony - Russian Philharmonic, subirá aos palcos, dias 18 e 19 de dezembro, para a gravação de um DVD ao vivo, que será lançado em maio de 2019. Até lá, podemos conferir suas canções nas plataformas digitais. 

Foto: Ana Cavalieri


O cantor e sua banda são calorosamente aplaudidos
pelo público. Foto: Cris Lagoas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Meu Interior é Luz

Meu interior é Luz.
É luz do Sol,
É luz das Estrelas,
É luz do Universo.
Meu interior nunca ficou cinzento.
O Universo conspira ao meu lado.
O brilho dos meus olhos ninguém vai apagar.
Dentro de mim, eu tenho o brilho de viver,
Viver intensamente,
E viver intensamente ao seu lado.
Somos merecedores do amor,
Que o Universo nos reservou.
Em breve, o Universo nos unirá,
Para estarmos juntos e felizes para sempre,
Eu nos seus braços
E você nos meus braços.
O Tempo e o Universo conspiram a nosso favor.
Durante toda a sua vida, você me chamou.
Eu escutei o chamado do seu coração,
E vim até você.
Nós estamos totalmente conectados,
Interligados, enlouquecidos,
De tanto querer, de tanto amar.
Você me chamou,
E o meu coração escutou o teu chamado.
A forma intensa do seu querer,
É apaixonante em minha vida.
A forma como você me toma em seus braços,
A forma que você me toma no calor ardente do teu corpo,
E estamos envolvidos por inteiro,
No entrelaçar da alma da paixão,
De dois corações apaixonados,
Que ardem no Fogo do Desejo
Do querer embebido em chamas de prazer.

Ana Cavalieri

Imagem: Pinterest.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Surpreenda-se!

“Qual o seu preconceito? Já parou para refletir?”

Entrada da Sala VIP, local da exposição
“Reflexos”. Fotos: Cris Lagoas.

Cris Lagoas
@acrislagoas

A provocação de uma resposta às questões acima são o ponto de partida para a exposição “Reflexos”, do fotógrafo Eurivaldo Bezerra, em cartaz na Cidade das Artes, até o dia 10 deste mês. Em uma sala, estão expostas 20 fotografias, em preto e branco. Nelas, 20 personagens vestem burcas,  vemos apenas seus olhos. Seriam mesmo estes as janelas da alma?  Sem que sua identidade seja revelada, cada personagem tem, abaixo de sua imagem, um número e um texto descrevendo traços de sua personalidade e preferências. Além das fotografias, há painéis com frases famosas sobre o preconceito.
 Na sala seguinte, a revelação. Os 20 personagens têm seus rostos expostos em retratos coloridos.  Cor da pele, gênero, profissão, orientação sexual, religião, estado civil e outras características são apresentadas ao público. Entre os fotografados estão integrantes da comunidade LGBT,  empresários, ex-dependentes químicos, pessoas de diferentes religiões, artistas etc. 
 De acordo com Eurivaldo Bezerra,  a ideia é provocar uma reflexão sobre preconceito,  saber que reação teria o espectador ao se identificar com a personalidade de alguém e descobrir que este pode ser totalmente diferente dele.  Trata-se da desconstrução de estereótipos, através de um exercício de empatia,  a qual é, para Eurivaldo,  o agente transformador da sociedade.
 Eurivaldo Bezerra é  advogado. Sempre teve um olhar voltado para o social.  Antes de se dedicar totalmente à fotografia, já havia produzido imagens e livros sobre temas como autismo, adoção e velhice. Para ele, o atual cenário nacional faz com que seu trabalho ganhe força, pois é um momento no qual temos que olhar para nós. 

“ O preconceito tem que ser observado de dentro para fora. E precisamos tentar nos colocar no lugar do outro.”
Um dos painéis com frases célebres sobre o preconceito 


O olhar de um dos 20 personagens 


Identidades são reveladas em fotos coloridas.


Onde e quando assistir?

Reflexos
Sala VIP, Cidade das Artes. Avenida das Américas, 5300 - Barra da Tijuca.
De terça a domingo, das 10h às 18h.
Até dia 16 de dezembro de 2018.




terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O Japão na UERJ

Evento comemorou os 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil

O Tsuru, pássaro símbolo do Japão foi o tema central do
cenário do Teatro. Foto: O Japão na UERJ/Nádia Mathias.




Ana Cavalieri
@anagcavalieri

Há 110 anos, chegava a Santos (SP) o navio Kasato Maru e com ele os primeiros 781 imigrantes japoneses, cujo destino eram os cafezais paulistas. Com o passar do tempo, outros foram chegando para desenvolver atividades tanto rurais quanto urbanas. Hoje, seus descendentes já somam 1,9 milhão de pessoas, tornando-se a maior comunidade nipônica fora do Japão. 
Para celebrar um marco tão importante para a história dos dois países, eventos repletos de atrações tradicionais da cultura japonesa têm sido realizados Brasil afora. O Teatro Odylo Costa Filho, o “teatrão” da UERJ, foi palco de um destes eventos. Organizado pela Divisão de Teatro, o Departamento de Japonês do Instituto de Letras, a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro (OSRJ) e o Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro, “O Japão na UERJ” possibilitou ao público uma imersão na cultura japonesa, através de uma exposição do acervo do Consulado, com vestimentas tradicionais e peças como a réplica de uma armadura Samurai, workshop de origami (dobradura de papel), demonstrações de Sadô (Cerimônia do Chá), Kyudô (arco e flecha) e judô. Cosplayers também marcaram presença.

Vestimentas tradicionais em exposição
no “Teatrão”. Foto: Cris Lagoas.


O TSURU, pássaro símbolo do Japão, foi o tema central da bela decoração do teatro.
O evento teve como “Grand Finale” o concerto da Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro. Das doze canções do programa, três merecem destaque por terem sido compostas e cedidas especialmente para este Concerto: “Zaaljinn - The Monster Within”, de Vinicius Kleinsorghen e William Watanabe; “This Is Not The End”, de Mateus Brandão, Vinicius Kleinsorghen e William Watanabe; e “Kasatomaru”, composta pelo Maestro Rafael Barros Castro, cuja execução tornou-se um dos momentos mais emocionantes da noite.
O Concerto contou com as participações especiais da pianista Midori Maeshiro e do grupo
Rio Nikkei Taiko (tambores japoneses).
Outro momento de grande emoção foi a abertura do Concerto com a execução dos hinos nacionais do Japão e do Brasil.
O que vimos foi um evento brilhantemente pensado, em seus mínimos detalhes,desde as cenas de filmes de animação japoneses, exibidas no telão ao fundo do palco., até o figurino do Maestro, vestido de Samurai.
O evento foi uma linda homenagem ao povo japonês que tanto contribuiu com a nossa cultura.

O Maestro Rafael Barros Castro,
em clique de Nádia Mathias



A OSRJ e Julie Yukari Misumi, uma das alunas
 do Setor de Japonês que se apresentaram durante o Concerto.

Todos reunidos ao final do Concerto. Foto: Ana Cavalieri.

Um momento de descontração ao som de
 uma canção tradicional.




















segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

No Dia do Samba, Um Tributo à Cartola

Concerto realizado ontem, na Cidade das Artes, apresentou canções do sambista Cartola, primeiro homenageado da série “Tributos”, novo projeto da Orquestra Petrobras Sinfônica.





Cris Lagoas
@acrislagoas

 Ontem, foi o Dia Nacional do Samba e, como não poderia deixar de ser, o ritmo que virou sinônimo de ginga, alegria e brasilidade pelo mundo afora foi celebrado das mais diversas formas, desde postagens em redes sociais a shows cujo repertório apresentava sucessos de grandes nomes do gênero. E foi nesta vibe que comemoramos: no concerto da Orquestra Petrobras Sinfônica, realizado na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. Parte do lançamento da série “Tributos”, foi uma homenagem a um dos maiores ícones do samba, Cartola, que completaria 110 anos, em 2018.
 No palco, o Octeto de Sopros e Percussão da Orquestra Petrobras Sinfônica: Francisco Gonçalves (oboé), Igor Carvalho (clarineta), Ariane Petri (fagote), Josué Soares (trompa), Nelson Oliveira (trompete), João Luiz Areias (trombone), Eliezer Rodrigues (tuba), Pedro Moita (percussão) e Sammy Fuks (flauta) que, entre uma canção e outra, contava ao público um pouco mais sobre Cartola.
 No repertório, “Alvorada”, “Minha”, “O Mundo é Um Moinho”, “Peito Vazio”, “Preciso Me Encontrar”, “Que Sejas Bem Feliz”, “Disfarça e Chora”, “Tive Sim”, “As Rosas Não Falam”, “Ensaboa” e “O Sol Nascerá”.
 Os arranjos são de Marcelo Caldi. E também poderão ser conferidos no CD “Tributo a Cartola”, já disponível em plataformas digitais.
Interessante observar o toque pessoal de cada um dos músicos, mas sempre respeitando a estrutura da obra de Cartola. O que se ouviu foi a perfeita fusão dos universos da música de câmara e da MPB.